Agora em Cuiabá-MT já é possivel realizar exames de PET-CT (PET SCAN) no Instituto de Medicina Nuclear – Unidade Pimenta Bueno

Equipamento PET/CT GE Discovery 600 instalado na Unidade Pimenta Bueno do IMN

Equipamento PET/CT GE Discovery 600 instalado na Unidade Pimenta Bueno do IMN

A tomografia por emissão de pósitrons (PET) é uma técnica de Medicina Nuclear que foi introduzida na prática Clínica há menos de dez anos e já é reconhecida como o mais importante avanço tecnológico recente para o manejo de pacientes oncológicos na área de Imagem.(Os primeiros equipamentos PET-dedicados e PET/CT foram instalados no Brasil em 2003)
O PET (Tomografia por emissão de pósitrons) e o CT (Tomografia computadorizada) são exames de imagens que os médicos podem utilizar para identificar os diferentes estágios de determinadas doenças no corpo.

O PET/CT é realizado com um equipamento que une os recursos diagnósticos da Medicina Nuclear (obtidas pelas imagens PET) e com os da Radiologia (obtidas pelas imagens do CT). O equipamento é capaz de sobrepor as informações metabólicas (PET) com as informações anatômicas (CT), produzindo assim um terceiro tipo de imagem que contem as informações anatômicas associadas ao metabolismo de cada órgão.

O exame PET pode demonstrar precocemente as alterações das funções biológicas do corpo antes mesmo que mudanças anatômicas ocorram, e estas imagens PET quando sobrepostas com as imagens do CT fornecem as informações, em alta resolução, sobre a localização anatomica destas alterações no corpo assim como o definem o seu tamanho e o seu formato. Essas novas imagens ( PET+CT ) podem ser reconstruídas em outras, com os mais diversos ângulos e de tamanhos diferenciados para facilitar o diagnóstico.

Para a obtenção das imagens do PET é necessário injetar em veia periférica ( Geralmente no antebraço ) o traçador radioativo chamado de FDG-F18 (Fluordeoxiglucose). É uma substância muito parecida com a glicose , um tipo de açúcar que é uma das principais fontes de energia utilizada por nossas células.

Após a injeção desta pequena quantidade deste açúcar radioativo o paciente aguarda cerca de 45 a 60 minutos , para que possa ocorrer a entrada do mesmo nas células.Após este periodo são realizadas as imagens no Equipamento PET/CT GE Discovery 600.

Este equipamento PET capta os sinais da radiação emitidos pelo Flúor-18 transformando-os em imagens e determinando assim os locais onde existe a presença deste açúcar, demonstrando assim o metabolismo da glicose.

A grande maioria das células tumorais apresenta utilização acentuada de glicose como fonte de energia, em comparação com as células normais. Isto explica o grande uso, deste exame , na Oncologia para o diagnóstico das neoplasias, estadiamento, avaliação de resposta terapêutica, detecção precoce de recidivas, reestadiamento e planejamento em radioterapia.
O equipamento hoje instalado no Instituto de Medicina Nuclear de Cuiabá – Unidade Pimenta Buneo – o PET/CT GE Discovery 600 tem como caracteristicas técnicas : agilidade no tempo de realização dos exames, alta resolução das imagens e capacidade de detecção precoce de pequenas lesões.

Um exame oncológico de rotina quando realizado nesse aparelho tem uma duração média de cerca de 20 minutos, cobre uma extensão de até 200 cm, com capacidade para pacientes de até 226 Kg e sendo capaz de detectar lesões com até 2 mm de diâmetro.

Este exame ainda tem aplicações importantes na Neurologia especialmente para o auxílio no diagnóstico das demências, em Infectologia e na Cardiologia.

Texto elaborado pelo Dr. Paulo Eduardo Assi – Médico Nuclear do Grupo IMN .
Publicado neste site em 25/12/2011.